Política de Privacidade e Proteção de Dados
O Meu Vintém funciona com foto de nota, foto de canhoto de maquininha e áudio mandado no WhatsApp. Esses documentos trazem dados de pessoas — do fornecedor, e às vezes do cliente final da oficina. Esta página explica exatamente o que a gente faz com eles, onde ficam, por quanto tempo, e o que você pode exigir da gente a qualquer momento.
1. Quem é o responsável pelo tratamento
Elaine Cristina Rocha de Oliveira (nome fantasia Serv Tecnologia), CNPJ 40.098.545/0001-05, com sede na Av. Coronel Manoel Nunes, 49 — Serra/ES — CEP 29162-010, operadora do serviço Meu Vintém.
- E-mail: [email protected]
- Telefone: +55 27 99756-2156
2. Os dois papéis: quem é controlador e quem é operador
Esta é a parte que mais causa confusão, então vai primeiro e sem rodeio. Na relação do Meu Vintém com a sua oficina existem dois conjuntos de dados, e o papel de cada um muda conforme o conjunto.
Dados da relação com você: somos controladores
Nome do responsável, telefone, e-mail, CNPJ da oficina, dados de cobrança e histórico de atendimento. São dados que a gente coleta para prestar e cobrar o serviço, e as decisões sobre eles são nossas. Aqui o Meu Vintém é o controlador.
Dados que aparecem nos seus documentos: somos operadores
A nota do fornecedor traz o CNPJ dele. O canhoto traz dados da transação. Às vezes o documento traz o nome do cliente final da oficina. Sobre esses dados, quem tem a relação com essas pessoas é a sua oficina — então ela é a controladora, e o Meu Vintém é o operador: trata o dado a mando dela, para a finalidade que ela definiu, e nada além disso.
Na prática: decidir o que enviar e por que, é você. Guardar com segurança, usar apenas para organizar o financeiro da sua oficina e devolver ou apagar quando você pedir, é nossa obrigação.
Essa divisão de papéis está registrada também nos Termos de Uso e vale como cláusula de tratamento de dados entre nós.
3. Que dados a gente trata
- Dados de cadastro e contato
- Nome do responsável, número de WhatsApp, e-mail, nome e CNPJ da oficina, endereço. Os números de telefone autorizados a usar o sistema em nome de cada empresa.
- Dados do formulário de assinatura
- No site, ao contratar, coletamos nome, CPF ou CNPJ, nome da oficina, e-mail, número de WhatsApp e endereço de cobrança. São os dados mínimos para abrir a conta, emitir a cobrança e saber qual aparelho liberar. O número informado só vira autorizado depois que você confirma por mensagem no próprio WhatsApp.
- O endereço existe por uma razão só: a operadora do cartão exige endereço de cobrança, e sem ele não há assinatura. Ele é repassado ao provedor de pagamento e não é usado em mais nada — não entra em lançamento, em nota nem em conversa. Para preencher, o seu navegador consulta o CEP no serviço público ViaCEP; essa consulta leva só o CEP, nenhum dado seu.
- Dados de cobrança da assinatura
- Nome e documento do titular, histórico de cobrança, situação do pagamento e os 4 últimos dígitos do cartão, para você identificar qual usou. O número completo e o código de segurança são digitados no ambiente do provedor de pagamento e não chegam até nós.
- Conteúdo das mensagens que você manda
- Texto, áudio (transcrito para registrar o serviço), imagem (foto de canhoto, de nota, de documento) e PDF de nota fiscal de serviço. Guardamos o arquivo original e o que foi extraído dele.
- Dados financeiros e operacionais da oficina
- Ordens de serviço, valores cobrados, custos por item, contas a pagar e a receber, lançamentos avulsos, fornecedores, prazos de convênio.
- Dados que vêm nos documentos de terceiros
- CNPJ e razão social de fornecedor, itens e valores da nota, e eventualmente nome do cliente final da oficina quando ele aparece escrito no documento. Do comprovante de maquininha: os 4 últimos dígitos do cartão, o código de autorização e o identificador da transação na Stone.
- Placa de veículo
- A placa do carro que entrou na oficina, e os dados de descrição do veículo (marca, modelo, ano) obtidos por consulta a serviço de terceiro a partir dela.
- Dados de conciliação de cartão
- Valor bruto, valor líquido, taxa, antecipação e data real do recebimento, obtidos da Stone por integração, quando você configura essa integração.
- Registros técnicos
- Data e hora de cada interação, identificador da mensagem (para não processar a mesma coisa duas vezes), o conteúdo bruto recebido do WhatsApp e registros de erro. Servem para auditar, corrigir e reprocessar.
Não pedimos e não precisamos de dado sensível na acepção do art. 5º, II da LGPD — origem racial, convicção religiosa, opinião política, dado de saúde, biometria ou genética. Se um documento enviado por engano contiver esse tipo de dado, peça a exclusão e a gente elimina.
4. Para que usamos e com que base legal
| Para que | Base legal (LGPD) |
|---|---|
| Prestar o serviço: ler o documento, registrar o lançamento, organizar custo e recebimento | Execução de contrato — art. 7º, V |
| Identificar a empresa de quem escreve e isolar os dados entre oficinas | Execução de contrato — art. 7º, V |
| Responder no WhatsApp e dar suporte | Execução de contrato — art. 7º, V |
| Guardar a imagem original para permitir auditoria e conferência posterior | Legítimo interesse — art. 7º, IX, e cumprimento de obrigação legal de guarda de documento fiscal — art. 7º, II |
| Cobrar a assinatura mensal no cartão de crédito e enviar aviso de cobrança, vencimento e mudança relevante no serviço | Execução de contrato — art. 7º, V |
| Informar o endereço de cobrança ao provedor de pagamento, por exigência da operadora do cartão | Execução de contrato — art. 7º, V |
| Enviar resumo ou lembrete que você pediu para receber | Consentimento — art. 7º, I (revogável a qualquer momento com "PARAR") |
| Medir e melhorar a precisão da leitura automática, com dado agregado e anonimizado | Legítimo interesse — art. 7º, IX (dado anonimizado sai do escopo da lei, art. 12) |
| Segurança, prevenção a fraude e apuração de incidente | Legítimo interesse — art. 7º, IX |
| Cumprir obrigação legal, regulatória ou ordem de autoridade | Obrigação legal — art. 7º, II |
Não vendemos dados. Não fazemos perfilamento para publicidade, não alugamos base e não compartilhamos seus dados com anunciante nenhum.
5. Leitura por inteligência artificial
Para entender o que está escrito num canhoto à mão, nos itens de uma nota ou no áudio que você gravou, o conteúdo é enviado a modelos de inteligência artificial de terceiros. Isso é parte essencial do funcionamento do produto, então merece ser dito com clareza:
- o que sai daqui é a imagem, o PDF ou o áudio que você mandou, mais a instrução do que extrair dele;
- o acesso é feito via OpenRouter, que roteia a requisição para o modelo escolhido, sob contrato que veda o uso do conteúdo para treinar modelo;
- nenhuma decisão automatizada com efeito sobre pessoa é tomada pelo modelo. Ele lê e propõe; quem decide é você, na etapa de confirmação;
- o modelo utilizado pode mudar conforme precisão e custo. A natureza do tratamento descrita aqui não muda.
Nada é gravado sem a sua confirmação. O sistema mostra o que entendeu e pergunta se está certo. Leitura automática erra, e o desenho do produto parte dessa premissa em vez de escondê-la.
6. Onde os dados ficam e como são protegidos
Imagens e documentos
Ficam em bucket privado na Cloudflare R2. Não existe endereço público para nenhum arquivo. Quando o painel precisa mostrar uma imagem, o sistema primeiro confere que o arquivo pertence à empresa do usuário logado e só então gera uma URL assinada válida por 5 minutos.
Essa checagem não é opcional no código: a função que busca arquivo exige o identificador da empresa junto, de propósito. Não existe caminho no sistema que devolva um arquivo sem antes conferir de quem ele é.
Banco de dados
No banco fica apenas o ponteiro para o arquivo: a chave do objeto, o tipo, o tamanho, o resumo criptográfico (SHA-256), a empresa dona, quem enviou e a data de expurgo. A imagem em si nunca vai para dentro do banco.
Medidas de segurança
- tráfego cifrado em trânsito (HTTPS/TLS) em todas as integrações;
- credenciais de integração de terceiros — como a chave da API da Stone de cada empresa — cifradas antes de serem gravadas no banco, nunca em texto puro;
- segregação lógica por empresa em toda consulta, como descrito acima;
- acesso administrativo restrito a pessoal autorizado, com credencial individual;
- cópia de segurança diária, mantida em local separado do servidor de produção;
- registro de acesso a documento, para saber quem viu o quê — recurso que passa a valer quando o painel administrativo entra no ar.
Nenhuma medida elimina risco por completo. O que prometemos é a medida adequada ao risco e o aviso honesto quando algo der errado, como descrito na seção 12.
7. Transferência internacional
Parte da operação depende de serviços que ficam fora do Brasil: a plataforma do WhatsApp, o armazenamento das imagens e os provedores dos modelos de inteligência artificial que fazem a leitura dos documentos. Isso significa que há transferência internacional de dados, nos termos do Capítulo V da LGPD.
A transferência se apoia na necessidade para a execução do contrato (art. 33, II, "d"), e nas cláusulas contratuais padrão de proteção de dados firmadas com cada um desses fornecedores (art. 33, II, "a"). Exigimos de cada um compromisso contratual de confidencialidade e de não usar o conteúdo para finalidade própria.
Se você não quiser que documentos da sua oficina sejam processados por serviço no exterior, fale com a gente: nesse caso não conseguimos prestar o serviço de leitura automática, que é o núcleo do produto, e é melhor dizer isso antes de você assinar.
8. Por quanto tempo guardamos
| O que | Por quanto tempo | Por quê |
|---|---|---|
| Imagens e PDFs de documentos (nota, canhoto, comprovante) | 5 anos da data de recebimento | É o mesmo prazo que a oficina já precisa guardar documento fiscal. Sem a imagem, o lançamento fica inauditável |
| Lançamentos, ordens de serviço e histórico financeiro | 5 anos após o encerramento do exercício | Prazo de guarda de documento contábil e fiscal |
| Registros de conexão e de interação | 6 meses, no mínimo | Art. 15 do Marco Civil da Internet |
| Dados de cadastro, endereço de cobrança e histórico de pagamento | Durante o contrato + 5 anos | Prazo prescricional de cobrança (art. 206, §5º, I do Código Civil) |
| Conteúdo de mensagem que não gerou lançamento | 12 meses | Suporte, auditoria de erro e reprocessamento |
A data de expurgo de cada arquivo é calculada e gravada no momento em que ele chega, não decidida depois. Vencido o prazo, o arquivo é eliminado e no banco fica apenas o registro de que existiu e foi expurgado.
Transparência sobre o estado atual: a rotina automática de expurgo está em implementação. Até ela entrar em produção, a eliminação ao fim do prazo é executada por procedimento manual sob demanda. Nenhum arquivo já venceu o prazo de 5 anos, porque o serviço é mais novo que isso — mas a gente prefere registrar isso aqui do que dar a rotina como pronta.
Você pode pedir a eliminação antecipada a qualquer momento (seção 10). Atendemos, com a ressalva de que documento fiscal tem prazo legal de guarda e a decisão de apagar antes é da oficina controladora.
9. O que a gente nunca guarda
Número completo de cartão de crédito ou débito, e código de segurança (CVV): nunca. Em lugar nenhum — nem no banco, nem em arquivo, nem em registro de log, nem no conteúdo bruto recebido do WhatsApp.
Comprovante de maquininha não traz esses dados: traz os 4 últimos dígitos, o código de autorização e o identificador da transação, e é só isso que fica guardado. A regra está escrita para que ninguém invente de mudar depois.
Vale também para o cartão da sua própria assinatura: ele é cadastrado diretamente no ambiente do Asaas, instituição de pagamento autorizada a operar no Brasil, que é quem guarda esse dado sob as regras do setor de cartões. Nós recebemos de volta apenas a confirmação do pagamento e os 4 últimos dígitos. Nunca pedimos dado de cartão pelo WhatsApp — se alguém pedir em nosso nome, é golpe, e queremos saber.
Também não coletamos:
- senha de banco, de maquininha ou de qualquer sistema seu;
- dado pessoal sensível, conforme o art. 5º, II da LGPD;
- localização do seu aparelho;
- sua lista de contatos do WhatsApp.
10. Seus direitos, e como exercer
O art. 18 da LGPD garante a qualquer titular de dados — você, seu funcionário, seu fornecedor ou o cliente da sua oficina — o direito de pedir:
- confirmação de que existe tratamento de dados seus;
- acesso aos dados;
- correção de dado incompleto, inexato ou desatualizado;
- anonimização, bloqueio ou eliminação de dado desnecessário, excessivo ou tratado em desconformidade com a lei;
- portabilidade a outro fornecedor, em formato aberto e legível por máquina;
- eliminação de dado tratado com base em consentimento;
- informação sobre as entidades com quem compartilhamos seus dados. A relação atualizada dos nossos operadores, com a finalidade de cada um, é enviada a quem pedir pelo e-mail de contato;
- informação sobre a possibilidade de não consentir, e o que acontece se você não consentir;
- revogação do consentimento, quando essa for a base legal. Para os envios opcionais no WhatsApp, basta mandar PARAR;
- oposição a tratamento feito com base em legítimo interesse.
Como pedir
Por e-mail para [email protected] ou pelo formulário de contato do site. Diga o que você quer e, se possível, o que ajuda a localizar o dado. Pedimos confirmação de identidade antes de entregar dado pessoal — é proteção sua, não burocracia.
Prazo: respondemos em até 15 dias. Pedido de simples confirmação de existência de tratamento é respondido imediatamente, em formato simplificado, conforme o art. 19, I da LGPD.
Se o dado não é seu, mas está num documento da oficina
Nesse caso a controladora é a oficina, e nós somos operadores (seção 2). Você pode nos procurar do mesmo jeito: encaminhamos o pedido à oficina controladora, acompanhamos o atendimento e executamos o que ela determinar. Se não houver resposta, você pode reclamar diretamente à Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD).
11. Cookies e tecnologias neste site
Este site é simples de propósito. Não usamos cookie de rastreamento, pixel de anúncio nem ferramenta de analytics de terceiro. Não há banner de cookies porque não há o que consentir.
A única coisa guardada no seu navegador é a sua preferência de tema
(claro ou escuro), em armazenamento local do próprio navegador, sob a chave
meu_vintem_theme. Não identifica você, não sai do seu aparelho e você
pode apagar limpando os dados do site.
Quando o painel administrativo web entrar no ar, ele usará cookie estritamente necessário para manter a sessão de login. Esta seção será atualizada antes disso, não depois.
12. Incidente de segurança
Se acontecer incidente de segurança que possa acarretar risco ou dano relevante, comunicamos você e a ANPD em prazo razoável, conforme o art. 48 da LGPD, informando:
- a natureza dos dados afetados;
- quais titulares foram envolvidos;
- as medidas técnicas de segurança que estavam em uso;
- os riscos envolvidos;
- o que já foi feito e o que você deve fazer, se houver algo.
Comunicamos mesmo quando o incidente for pequeno ou embaraçoso para nós. Aviso atrasado custa mais caro que aviso incômodo.
13. Crianças e adolescentes
O Meu Vintém é ferramenta de trabalho, destinada a maiores de 18 anos responsáveis por uma empresa. Não coletamos dados de crianças e adolescentes de forma intencional. Se identificarmos que isso ocorreu, eliminamos o dado.
14. Alterações nesta política
Esta política pode ser atualizada. Mudança relevante — nova finalidade, novo operador, novo prazo de retenção — é avisada com no mínimo 30 dias de antecedência por e-mail e pelo WhatsApp. A data de "última atualização" no topo sempre indica a versão vigente.
Versões anteriores ficam disponíveis a pedido, pelo e-mail de contato.
15. Encarregado de dados (DPO) e contato
Conforme o art. 41 da LGPD, o encarregado pelo tratamento de dados pessoais do Meu Vintém é:
- Nome: Elaine Rocha
- E-mail: [email protected]
- Endereço: Av. Coronel Manoel Nunes, 49 — Serra/ES — CEP 29162-010
É o canal para exercer direitos, tirar dúvida sobre esta política ou reclamar. Se a resposta não resolver, você pode acionar a ANPD.